O diabo pode entrar nos melhores de nós,
até o próprio Senhor, como qualquer criança sabe.
Então, ao fugirmos dele para o lago,
o nosso motivo era mais medo do que razão. Até
quando nadávamos tínhamos as mãos recolhidas
e as cabeças cabisbaixas. O sabor nos nossos palatos
– do céu? das nuvens do julgamento? dum gole
do nível da água? – permaneceria amargo.
As nossas almas pueris pareciam dissolver-se
gentilmente na água – como solúvel
laranjada. Que dissolutas crianças éramos!
Merecíamos umas boas, saudáveis palmadas:
um apocalipse, ou um arbusto a arder.
Adaptação da versão inglesa de Antonia Lloyd-Jones por moi même.
Link com informação relevante e revelante sobre a autora: http://www.arcpublications.co.uk/biogs/kuciak.htm