Tuesday, 18 July 2006

Aos dias de chuva, futuristas por natureza

 

No dia da nuvem nossa,

prometo-te gravidade

na queda impregnante

e, no impacto,

naquele pó já alheio,

lama. Prometo-te.

 

De modo delicado,

como num verso de

Cerante no momento

em que nos quebra,

juro-te ainda

obedecer a toda a lei

que reja as leis da física

tal como o faço agora,

talvez de modo quase,

ou quântico.

 

Temo apenas o tombo

teu antes do tempo e

da companhia;

de cada gota que te cai

no lago biográfico.