No dia da nuvem nossa,
prometo-te gravidade
na queda impregnante
e, no impacto,
naquele pó já alheio,
lama. Prometo-te.
De modo delicado,
como num verso de
Cerante no momento
em que nos quebra,
juro-te ainda
obedecer a toda a lei
que reja as leis da física
tal como o faço agora,
talvez de modo quase,
ou quântico.
Temo apenas o tombo
teu antes do tempo e
da companhia;
de cada gota que te cai
no lago biográfico.