Ao Sergio (Cerante) Ornellas, e a outros que de triste encante
Naquele dia, o rapaz acordou diferente.
Disse umas palavras tristes e esperou.
Quem diz umas palavras tristes pouco espera.
Logo vem uma alma de mãe universa.
Vem curar a tristeza, vem ninar o moço.
Em cada dia seguinte, o rapaz acordou diferente.
E acordou outra vez uma, três mães, sete.
Sabes, aquela mãe de paciente voz cantante?
Nos dias anteriores a isto, a mãe era sirene.
Cantava o doloso, “Eis o meu regaço.”
Chegou no fim o dia em que algo sucedeu.
O rapaz não andava triste e morreu uma sereia.
Acordaram os dois fora do nó, só em laço.