Estava tão inspirado que não consegui escrever uma linha.
Depois li esta.
E esta.
E a inspiração foi-se por aí fora.
Parei de escrever, por desinspirado que estava.
E apaguei todas as linhas que se seguem.
Esta também.
Sei, parece uma contradição quando isto se lê.
Acreditas se te disser que escrevi tudo antes de o escrever?
Desculpa.
Era um daqueles dias.
Necessitava de uma mentira credível, bem fundamentada.
Não podia ser uma qualquer.
Tinha que acreditar que não era uma mentira.
Tinha que ter sentido e fazer sentido.
Tinha que vibrar em uníssono com o que não sentia.
Pois se o sentisse, para que quereria essa mentira?
Desculpa.
Não te quero cobrar.
Sei, a culpa não é tua.
Nem culpa haverá.
Queria apenas devolver o teu presente num daqueles dias.
Bem embrulhado, remeter-te-ia este ponto de interrogação?