Dois homens zangavam-se no átrio do edifício.
Um erguia a voz sobre o outro, o outro a voz sobrelevava.
Pensei nos cães, ao ladrar. E nos desafios que o macho mamífero lança
um contra o outro.
Pensei que aquele vozear mostrava ao outro a pulmonar capacidade,
aviso preliminar da durabilidade se houvesse lugar a combate.
Talvez até o roncar tenha algum sentido.
O macho é de guerra mas sobretudo de defesa,
pois macho que tem cabeça sabe que o corpo sofre.
Se puder afugentar o intruso apenas à força d' urro...
Um predador ou simplesmente curioso noctívago
poderia hesitar na proximidade da sonora advertência,
naquela hora em que o guerreiro, frágil, se restabelece,
e tão bem o mundo, frágil, o faria se lhe dessem descanso.
Cessando as palavras e os ecos, encerra um a porta com violência:
“Caso haja batalha, esta é demonstração da minha potência.”