Se um dia isto (...) resultasse num livro (...), nessa altura não deixaria de meter meia dúzia de linhas tiradas de Enzensberger (Politique et Crime, ed. Gallimard):
«Os papéis das testemunhas tinham sido, no rigoroso sentido literal do termo, decorados e repetidos até à saciedade, de modo que nos debates quem comparecia não eram as pessoas reais, mas a representação que elas tinham construído de si mesmas e das teses por que se batiam; Anna Caglio não aparecia como ela própria, mas como alguém que interpretava o papel de Anna Caglio...»
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in José Cardoso Pires, O Delfim, Livraria Moraes Editores, Lisboa, 1968