Through the universe I was spread!
Give me back that piece of me!
That happiness so flab!
That slice of totality!
Through the universe I was spread!
Give me back that piece of me!
That happiness so flab!
That slice of totality!
Na IC19 filosofava;
talvez pensando apenas.
Bom, o trânsito lá andava,
e os touros em suas arenas.
A fava no bolo era o tempo
passado, presente e futuro,
e o carro deslizava lento
quando a ideia teve um furo:
Será que o presente existe,
pois a percepção é do passado?
Talvez exista quando se assiste
à geração do que é pensado.
Nesse momento preciso,
o que é pensado se formula.
E como exemplo arrisco
a formação de uma palavra.
"Amor" foi a escolhida
de entre muitas ao acaso.
(Talvez não... mas o que importa, amor? O que importa?)
No nanosegundo (usando
uma medida humana possível)
em que o éme se está gerando,
por certo o á já é perceptível
apenas no passado. Foi-se.
E o ó é futuro? E o érre?
E todo o amor? Ausentou-se?
Isto é coisa que se berre
por aí, aos enamorados?
Este presente foge demasiado
rápido para os passados,
formando um futuro desejado.
Pretendo definir o teu cheiro
Que se definha no afasto
E engrossa a bebedeira do sentido
Quando seguro seguro me alastro
No teu pescoço alongado
No coito sobre-corpulento
Acima ou adentro que importa
Se o que definir aqui aspiro
É o teu cheiro que invado
Sem o ser de tua pouca porta
E falho contudo falho
Teu cheiro a minha horta
Imoderadamente vasto
Sensivelmente basta
Give me your toe tonight,
A small bone
That I will admire under a new light,
Separated and alone.
Give me your right foot tomorrow
At the foot of your soul,
Inscribed plant of joy and sorrow
If rinsed of anything foul.
Give me your feet together
On the very next day,
For both and toes will be a ladder,
To your spread legs a way.
Give me all your budding parts,
One new to add to the old
And let me praise our ancient arts
Of turning iron into gold.
Give them each kindly,
As darkness merges in daylight
And I will return them fondly,
Shivering spine, oh, starlight.
Princípios são pontos de partida para nada,
São o que apenas impede ser tudo
O que se recusa no início ser.
São quebradiços,
Ao ponto de serem cacos do passado
Que, depois de maltratados, iniciam a doer.
Princípios são meios que embargam atingir os fins
E, violados, roem por princípio
A mente que os ousou conceber.
Altivos são.
Sensíveis à corrupção da carne assada
No fogo que o outro diz que arde sem se ver.