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| grafismo da revista L'Architecture d'Aujourd'hui |
Trago à tua atenção
um caso agudo e também grave.
Melhor dito, um caso de á
(acento agudo) e de à (acento grave).
ás
é o nome da carta mais valiosa de um baralho na maior parte dos jogos, ou é mais
do que uma primeira letra do alfabeto: á, bê, cê, dê; ás, bês,
cês, dês… Vês?
á
não existe na língua portuguesa de forma isolada, excepto no caso de se estar a
escrever por extenso a primeira letra do alfabeto.
à
ou às são preposições para horas, direcção, sentido ou acção, usadas de
forma isolada à excepção de quando se funde com pronomes como àquelas,
àqueloutros.
A origem grave deste à
parece ter sido a forma económica de juntar vogais idênticas. Por exemplo,
sempre que tínhamos dois ás seguidos, em lugar de dizer ou escrever a
a, dizíamos ou escrevíamos à:
Vou virar a a
esquerda – à esquerda.
O sino tocará a as
doze horas – às doze horas.
Tens que dar atenção a
aquelas senhoritas – àquelas senhoritas.
Nada disso seria
necessário se a nossa língua não pedisse tanto o artigo definido.
Olha ela aqui a pedi-lo de novo!
