Toda a criança e todo
o vizinho
proibido de ruído
para além duma tosse
tímida, reclinados
numa chaise longue,
de psicólogo na mão,
por vezes psiquiatra,
feitos de frágil papel
e tinta desvanecente,
de si próprios
palrando em surdina,
berrando em surdina, em
surdina rindo,
e assim sussurrando
beatificamente,
bestas, belos, bobos,
quase todos.
Estar sentado é posto
de trabalho;
deitado deve ser o
absorver do etéreo
enredo em cada livro
contido.
Logo, nesse derramar de
deleite divino,
a cadeira não tem
postura para a literatura.
Lombo dorido, fora!
Venha a chaise longue!