Tuesday, 5 February 2013

Ao café da manhã o primeiro


Negro, e de negro obreiro,
usado como pretexto dum encontro
ou, num encontro, como entretimento,
sabes a África e a sal num veleiro.

A tua substância é viciante,
o teu vigor fumega da chávena
e reclama por beleza pristina.

E na cafeteira solidifica-se teu vestígio,
e a realidade é que se me modifica.




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imagem por Gerry Ungaro
http://tinyurl.com/kc7qcsy