E se no princípio
verbo houvesse,
o nosso verbo desde
verde idade
seria comer, do
substantivo fome,
da constante finita
sempre.
Nesta actualidade, a
mesa repleta
presenteia-nos
fotografia animada,
e de passada época se
aprecia
literatura, escultura, e pintura.
E antes, sem sequer
sabermos
o que somos,
oferecem-nos
deuses e demónios
expiatórios,
energias imensuráveis.
Se dúvida não há é
a do buraco,
que, por muito que se
coma, algo
se nos esvazia. E daí
a míngua,
e a suprema teoria da
rolha.