A eleição de Dilma Vana Rousseff para o cargo presidencial do Brasil levantou a seguinte questão linguística:
E agora, meus amigos e minhas amigas, é a presidente ou a presidenta?
Li algumas teses sobre o assunto, mas falhei ser convencido por qualquer. E bem que tentei.
Prefiro pegar em substantivos masculinos e femininos terminados em -ente que impliquem uma função ou actividade, e ilustrar ao que me objecto:
---> o/a concorrente, o/a crente, o/a ausente, o/a delinquente, o/a pretendente, o/a paciente.
Que é como quem diz:
---> neutro, neutro, neutro, neutro, neutro, neutro.
Ou, em economia linguística: neutro.
E o mesmo seria se a terminação fosse em -ante:
---> o/a meliante, o/a viajante, o/a comediante...
E em -inte?
---> o/a pedinte.
Segundo esse padrão, a Senhora Presidente que me perdoe os votos de sucesso em atraso... E espero que não queira ser antes a presidenta de todas as brasileiras que exerçam actividade tão fascinante quanto a das feirantas, das docentas, das pedantas, ou até das bandeirantas!
Ora, façam o favor de se neutralizar.