anularias essa condicionante.
Para explicar-te esse olhar,
talvez pudesse eu tirar-te
uma fotografia no teu auge
de abandono. E, ainda assim,
faltar-te-ia isso que sentiria
o meu ser ao ser o que grava
o que grava quando olha.
Para explicar-te esse elemento,
teria que colocar-te objecto
redondo e morno
na base da tua coluna, outro
na base do teu sexo,
que subiriam em modo lento,
quase uniforme,
até se liquefazerem em luz
branca na base da tua nuca,
bem dentro do crânio,
onde me alcanças.
E se me sonhasses ver-te dormir
criarias um círculo permanente.