Friday, 29 June 2007

A língua com que não penso é Zen

Tendo lavado bem lavada a levada que esta língua é,

Venho prová-la de trago a trago como se sorvesse

Café, que seria rima quente em linha acima.

 

Que concreto o toque da ideia na língua, que estalo

Ao pronunciá-lo. E para adicionar grossura

É bastante um ditongo nasal, ou não é? 

 

Se esta língua não fosse minha, tomá-la-ia

Emprestada. Nada como falar uma língua sã

Se a materna for láctea e azedada.

 

Quem me a deu não me a tirará.  

«Oxalá nem Buda o faça», não será sábia frase

Mas é de ecumenismo tremendo. Ou rindo.