Para cada coisa que se faça,
Há um movimento antagónico.
É a barreira que urge saltá-la,
É o muro contra o qual se esbarra,
É a vida querendo retomar a farra.
Ainda hoje não se sabe ao certo:
Se deixar tudo na mesma,
Se bater mesmo em tudo.
Apesar de quieto, o tempo passa.
Quando acelerado, cai-se na poça.
Há um movimento antagónico
Para cada coisa que se faça.
Para cada coisa que se faça,
Há um movimento antagónico.
Toda a vida nasce como de novo,
Toda a política é como do velho.
Passa fome ou faça muito frio,
Casaco de pele e um arrepio,
Não há melhor remédio.
[Até para uma estrofe de três versos sonegada]
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Há um movimento antagónico
Para cada coisa que se faça.