Minha cama tem pulgas
Que me cantam sonhos
De tormentos
E almofadas turvas
Esta cama me chama
No fogo de querer
Prazer mais e mais e outra vez
Se incendeia e queima
Deitando o prazer fora
Vejo outras camas
A que cada um constrói
Para si em cada hora
Sinto os descamados
Por vontade que se lhes alheia
E vejo as pernas abertas
Dos privilegiados
Agora no chão quero dormir
Exilado de camas fofas
E temperaturas altas
Quero frio quero rir
Das minhas camas todas
E das camadas que escamei
Quero ir & ar
E irar-me de ideias loucas
Quero meter o seu mínimo
Leite na viatura e partir a caneca
De micro porcelana
Que ama que desamo
E no dia seguinte suspirar
Na certeza de que esta burguesa zanga
É curta mais que longa
E aqui se vai estacar
* * *
Inspirado no .. e seguiu seu dia. de Alice Albuquerque
Metatexto? Ou meta o texto onde eu quiser?