Tens trinta e sete, vinte e cinco.
Já podes candidatar-te a presidente,
independente, ou independentemente
do candidato anteriormente eleito.
Esse, quando te vê chegar no calendário,
arrepia-se de saudades da mocidade,
do dia da raça, do orgulhosamente sós,
no silêncio profundo de pós
golpe Belém-palaciano.
Respeitinho é muito bonito,
mas para se dar ao respeito
é preciso primeiro dar-se o peito,
a voz, e a tripa, a outro conceito
que não esse do monumental -ão:
Betão, Alcatrão, Nação.
Tens trinta e sete, e assim fazes parte da geração rasca,
embora rasca seja antes aquela pessoa que não tem memória
de que cada geração em declínio morde na que ascende.
Vinte e cinco, já tens juízo.